sábado, 26 de março de 2011

COMO APLICAR UM SERMÃO


 você preocupa-se com a aplicação das suas mensagens? Parece que está é uma parte do
sermão que não desperta o interesse 
dos pregadores. Esta impressão só faz 
crescer quando percebemos a incrível
falta de variação em nossos púlpitos.
Nem mesmo os tele evangelistas escapam 
desta critica. Escolha qualquer um dos 
dois pregadores mais famosos da
televisão brasileira, e assista-o por umas 
quatro semanas. No segundo mês, 
você pode até não saber qual o tema que
ele irá pregar, mas não espere nenhuma 
aplicação diferente do que ele disse 
nas quatro mensagens anteriores. 
Tudo se reduz a repetição sobre repetição.

O problema só tende a se agravar, pois a 
cada dia mais se percebe que os pregadores
se sentem vocacionados a darem palestras de auto-ajuda, ou então, se sentem como
promotores de ‘pentecoste’. No primeiro
caso, não importa sobre qual texto bíblico
ele vai pregar, certamente a aplicação 
será sobre como ser vitorioso, como 
ser prospero, como ser feliz, como 
vencer a depressão, como se dar bem no 
amor; etc. No segundo caso, qualquer que 
seja o texto bíblico, o pregador certamente
tentará  ‘botar fogo’ na Igreja com algumas expressõe‘avivalistas’e, claro, 
‘demagógicas’ também.

Entendo que o pregador deveria planejar antecipadamente a sua aplicação, assim
como planeja os detalhes do seu esboço,
ou de seu manuscrito. Não poderia isso
barrara ação do Espírito Santo? Impossível,
a menos que alguém defenda a tese
de que o homem é autônomo, e que pensa, 
sente e cria independentemente da graça 
de Deus. Sustentar que o estudo e 
a preparação prévia sirvam de impedimento
a obra do Espírito Santo é umablasfêmia 
contra a Majestade de Deus.

 O planejamento antecipado da aplicação,
ou das aplicações, trará bons frutos
para o pregador. Primeiro porque ele 
jamais subirá ao Púlpito sem que tenha 
uma aplicação em mente. No improviso é 
comum que o pregador simplesmente 
aguarde alguma inspiração de momento, 
mesmo que já tenha alguma idéia do que 
deseja falar. Outra vantagem é que
ao planejar sua aplicação, o pregador 
poderá avaliar sua veracidade e também 
sua coerência com a exposição bíblica que
tem feito. Além disso, a aplicação da 
mensagemnão é um momentopara tentar
incendiar a Igreja de forma artificial
e forçada;tendoo pregador preparado 
sua esterisco é minimizado ele sabe 
exatamenteo que deseja transmitir.

Não deveria ser estranho que o pregador
preparasse antecipadamente a aplicação 
de sua mensagem. A estranhezaestá 
justamentena idéia contrária. É de se 
supor que a própria preparação da 
mensagem implique em algo a ser 
dito, uma lição a ser ensinado, um valor 
a ser transmitido, um convite a ser feito, 
enfim. A aplicação está para o sermão, 
assim comoo amor está para a alma. 
Preparar um sermão   e não pensar em 
sua aplicação é um contra-senso.

Um excelente sinal de que é preciso 
investir mais em suas aplicações,
é quando você começa a sente que a 
Igreja já sabe aonde você quer chegar
antes mesmo de você assumir a tribuna.
Em outras palavras,quando falta 
variaçãoem seus apelos,está olhar com 
mais carinho paraesta parte tão 
importante da pregação.

Preparar antecipadamente a aplicação
da mensagem facilita naturalmente a 
variedade do apelo. Isso ocorre, pois na 
preparação o pregador não está sob a
pressão do púlpito, de modo que ele pode 
pensar com mais clareza sobre as 
implicaçõesdo texto, as possibilidades 
damensagem, as necessidades da Igreja, 
etc.Quando deixamos que a aplicação 
‘flua’ com o andar da mensagem, 
ficamos amercê do que iremos sentir 
ou não diante da audiência,além de 
ficarmos reféns da memóriaNão 
é incomum que em tais ocasiões, 
recordemos de algum detalhe
qualquer,e que de algum
modo tem, de fato, relação com o 
tema,e acabamos descobrindo 
que perdemosprecioso tempo 
falando sobre aquilo…

O ideal é que a aplicação da mensagem 
aconteçade forma natural, sem forçar
a barra, e sem dar saltos ou fazer
malabarismo ‘lógicos’. A forma mais segura 
de atingir este idealé se manter fiel ao 
significado do textoque está sendo 
pregado.O que o escritor bíblico está 
querendo ensinar? Como isso se relaciona 
com a vidada Igreja hoje? Existe algo
que precisamos mudar para estarmos
dentro do que propõe o texto?Ou seja, a 
aplicação deve nascer de um correto
entendimento DO TEXTO PREGADO,E SEGUIR O TEMA proposto pela pregação.

Como cada pregador tem o seu próprio 
estilo de falar e se apresentar, não ousaria falar de formulas para uma boa aplicação. 
Nem ousamosdizer que seja impossível 
fazer alguma aplicaçãode improviso. 
Por experiência própria afirmamos 
que aplicações improvisadas são possíveis
mesmo quando estamos lendo um 
manuscrito! Não é algo comum, nem 
muito seguro, mas acontece!
Como sempre gostamos de lembrar,
não devemos olhar para as regras 
homiléticas como gessopara a vida, 
mas como princípios de conduta.

A preparação da aplicação também poderá te auxiliar a aprimorar o seu estilo, bem como a qualidade literária, ou artística da sua mensagem.Na fase da preparação o pregador podedescobrir que a estrofe de um hino da Harpa serve perfeitamente como aplicação, ou aquela reportagem da Veja, ou determinada ilustração que leu em algum lugar… As possibilidadessão inúmeras, e fluíram com grande proveitopara o obreiro que deseja servir ao,
Senhor com o melhor que possui.

Quando o homem se coloca perante
o povo de Deus como um ‘atalaia’, pressupomos que o mesmo tenha uma mensagem de Deus,e que tal mensagem nunca voltará vazia (Isaías 55.11)… E é o pregador o instrumento utilizado pelo Espírito Santo para despertar mentes e corações.Ou seja, você!

 


DESCRIÇÃO DOS PROPÓSITOS 

GERAIS DO SERMÃO

Apologético:
Defender a sã doutrina do 
 ataques das heresias.




Consagratório:
Estimular o crente a dedicar seus talentos, tempo e influência 
a serviço do reino de Deus.




Consolador:

Fortalecer e dar ânimo ao crente 
em meio às provas e crises 
de sua vida pessoal.




Evangelístico:
Persuadir os perdidos ao arrependimento.




Devocional:

Intensificar nos crentes 
o sentimento de amorosa 
devoção para com Deus.




Doutrinário:
Didatico, ou seja, instruir 
os crentes na sã doutrina.




Ético ou Moral:

Corrigir o crente em 
sua caminhada cristã




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